Da mesma forma como falar
De uma história que foi real
Simplesmente não foi.
Você passou frente à minha janela
Pude ouvir sua linda voz
Mesmo por trás do vidro
Que como um muro colossal, distancia.
Não resisti e procurei formas mais
De aqui tão longe te ouvir uma outra vez
E outra... E outra... E outra...
Cansar-ue-ia se assim fizesse!?
Não tive exaustão em tanto ter-lhe
Repetindo seu canto sem que soubesse.
Acho que te espionei como se procurasse um crime
Ainda assim, fui eu quem cometeu algum
Te mantive cativa, acorrentada
Em devaneios que duravam dias inteiros
E a pena que recebo por tal delito
É permanecer te vendo e ouvido
Aqui de trás da mesma janela.
Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil
1 de fevereiro de 2017.
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