terça-feira, 31 de maio de 2016

AMOR EM PRIMEIRA PESSOA

Vê-se uma graça tão grande naquele olhar
Não é magia, não há truque algum
Tanta vida ali refletida, que se torna encantador
Frases inteiras saltam à mente, más na ponta língua travam
Ainda mais se diante desse estandarte se encontrar
Mesmo sentindo estar na presença de um anjo
Não, não é um altar
Parece um céu na Terra.

Os ouvidos vibram alegres ao doce som
Advindo de um riso perfeito
Sublime de tal jeito
Que parece ter sido esculpido no ar
A fim de que ouvido fosse, em qualquer lugar
Onde sequer o gorjeio de qualquer ave pudesse chegar
Uma sinfonia perfeita de uma, sim, isso, uma só voz.

Não há passos mais belos ou com tamanho glamour
Se movendo no mesmo compasso do tempo
Parecendo descrever uma canção
Cantada em um silêncio sem pausa
A melodia no balanço de um vestido estampado de flores
Moldado na bela tela daquela silhueta sutil.

Um anjo que termina o dia ascendendo em flor
De cabelos soltos exalando perfume
Levado pela brisa ao melhor dos destinos,
Não o olfato, sim, o corpo inteiro
Provando através do tato
O coração sendo obrigado a pulsar fora do corpo
Em cada pelo arrepiado.

O máximo que pude, foi descrever a personificação da formosura
Tentei , sem êxito, me esconder nas palavras
É tão nítido quanto a água mais cristalina
Ou claro assim como sol
Sou eu nesse desabafo
E você em cada letra.

Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil,

24 de maio de 2016.

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