Hummmmm!...
Olha que legal! Minha foto recebeu vários “likes”. Minha foto não, meu selfie.
E nem ficou tão bom assim. Deveria ser esta nossa alegria do dia a dia!? Acho
que é, não é? Uma rede social é mesmo de outro “mundo”, coisa bacana, todos
sabem como eu estou e o que eu almocei.
Hoje
vou “partilhar” uma coisa interessante. Recente mente eu vi, creio que vocês
viram também, alguém dizendo sobre a verdadeira solidariedade ser dar aquilo
que falta ao invés do que o que sobra. Se todos nós concordamos? Não sei.
Deveríamos? Talvez.
A
globalização aproximou os olhares às novidades e curiosidades, mais parece
tê-los afastado das janelas, pracinhas, dos estranhos da rua... Enfim o outro
lado da gangorra subiu e nos tirou os pés do chão. Não é ruim, poderia ser
melhor se a “brincadeira” fosse outra.
Estamos
dividindo com os outros nas telas de computadores e afins, o que poderíamos dar
pessoalmente, o que fazíamos muito bem com as mãos. Quanto tempo faz que
oferecemos um prato de comida a um faminto? Qual foi a última vez que ofertamos
uns trocados a um pedinte? Por que não gastamos um pouco mais nossos calçados
nas ruas? Já nos emocionamos com o que fora visto nos semáforos e esquinas e
hoje apenas nos monitores.
A
bondade virou uma palavra no dicionário e num status, quando a melhor rede
social deveria ser no mano a mano, face a face. Achamos que sair com os amigos
numa sexta a noite resolve tudo.
Marcone da Silva
Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil,
18 de julho de 2014.