sexta-feira, 18 de julho de 2014

A MELHOR REDE

            Hummmmm!... Olha que legal! Minha foto recebeu vários “likes”. Minha foto não, meu selfie. E nem ficou tão bom assim. Deveria ser esta nossa alegria do dia a dia!? Acho que é, não é? Uma rede social é mesmo de outro “mundo”, coisa bacana, todos sabem como eu estou e o que eu almocei.
          Hoje vou “partilhar” uma coisa interessante. Recente mente eu vi, creio que vocês viram também, alguém dizendo sobre a verdadeira solidariedade ser dar aquilo que falta ao invés do que o que sobra. Se todos nós concordamos? Não sei. Deveríamos? Talvez.
           A globalização aproximou os olhares às novidades e curiosidades, mais parece tê-los afastado das janelas, pracinhas, dos estranhos da rua... Enfim o outro lado da gangorra subiu e nos tirou os pés do chão. Não é ruim, poderia ser melhor se a “brincadeira” fosse outra.
      Estamos dividindo com os outros nas telas de computadores e afins, o que poderíamos dar pessoalmente, o que fazíamos muito bem com as mãos. Quanto tempo faz que oferecemos um prato de comida a um faminto? Qual foi a última vez que ofertamos uns trocados a um pedinte? Por que não gastamos um pouco mais nossos calçados nas ruas? Já nos emocionamos com o que fora visto nos semáforos e esquinas e hoje apenas nos monitores.
         A bondade virou uma palavra no dicionário e num status, quando a melhor rede social deveria ser no mano a mano, face a face. Achamos que sair com os amigos numa sexta a noite resolve tudo.

Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil,

18 de julho de 2014.