quinta-feira, 19 de junho de 2014

O VALOR DE UM ERRO

Errei, não porque eu hei errado
Não que eu seja errado
Errei sim por desacerto
Mas, por não haver escolha
Aliás, tive sim
Preferi assim
Ficar em tal subversão
Fui usado por mim mesmo.

Errar não é humano
É universal e monstruoso
Fui apontado por tudo e todos
Afinal, quem mais eu poderia ser?
Se não eu mesmo.

Hoje que o certo não parece mais sê-lo
O banal é tido como zelo
Duma moral falha de fios soltos
Desamarrados do que já foi bom.

Parece loucura mais já fomos o hoje errado
Ainda assim tudo era certo, em seu lugar devido
Ao invés de tudo isso dividido
Éramos espelho, hoje exemplo.

Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil,
19 de junho de 2014.

domingo, 1 de junho de 2014

O QUE ESCOLHEMOS

Muitas são as escolhas que se fazem na vida
Certas, erradas ou talvez incertas
Passo a passo uma boa caminhada
Olhos abertos, mas, visão coberta
Tudo pela certeza da dúvida persistente.

No ato final olhar à bilheteria
Tomar nota do que sobrou do espetáculo
Contar toda a quantia
Que sobrara aos obstáculos
E decidir o quanto valera.

Em fim descobrir independente de tudo
Que cada marca obtida
Mesmo uma perda o triunfo
É uma lição aprendida.

Apesar de todo o ocorrido
Saber que somos o exemplo
Para nós mesmos seguir.

Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil,
01 de junho de 2014.