E rajadas de vento, recorrentes
O cheiro do mato, fino o trato
Os vários tons de uma mesma cor
Falta metade de um ano até vir a flor
Desculpe meu engano, virem as flores
E suas aquarelas de odores.
Mal começou o frio
E do céu precipitar
Da garoa à tempestade
O barulho de trovoar
O raio que toca o chão ou a árvore
Uma sinfonia sublime
Causa até medo, sim, medo
Em alguns que a ouve.
A despedida vem quando em fim, a chuva cai
Não por partes
E sim dias e dias conseguintes
Onde mal se vê o sol raiar.
Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil
26 de abril de 2018.
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