De maneira incessante minhas memórias
Alteram, ainda mais, o meu jeito de olhar as coisas
Há uma peleja diária, uma luta armada
Com o âmago dessa questão
A mesma que me toma o chão
Inclusive toda a realidade que me cerca
Que passa a ser esculpida em sândalo
Apenas para exalar seu odor singular
Me entorpecendo de algo a que poderia estar indiferente.
E, eu não estou
Nem sei se tornarei estar outrora.
Bem... Outra vez é hora da lida
Sair de casa enquanto o sol levanta
Apontando onde tenho que ir
A terra, alguém tem que carpir
Estarei lá antes que o orvalho seque e,
Ao mesmo instante que ganho meu pão
Posso continuar a resenha do que a minha mente se complica
E não desvenda durante a noite
O que haverá adiante?
Marcone da Silva Pereira Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil
26 de abril de 2018.
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