Muito, muito se sonha acordado
Desejos do tudo realizado
Uma doce agonia ansiosa
A longa espera e chegada a hora
De arriscar mais uma vez
Tudo aquilo de novo a vez prima.
De uma força sem explicação
Nasce o plano de execução
Daquilo tudo planejado
À espera de uma realização
Nos faz tremer as bases.
Mais e se o possível inesperado
Sabido ser provável
Mesmo assim ocorre
E corre lado a lado
Tirando toda a conquista,
Pesadelos assim são.
E aquilo tudo o quanto fora querido
Depois de jogado ao chão, desmoronado
Deixa uma sensação de rolar escada a baixo,
Sair ileso por fora mais por dentro estilhaçado
De tão forte tornando a dor da alma
Uma ferida no peito, ardendo.
Uma incrível satisfação é feita em frustração
A metáfora dos ruídos de uma queda livre
As rédeas agora totalmente presas,
Onomatopeia do coração.
Marcone da Silva
Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil
06 de outubro de 2014.
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