terça-feira, 30 de setembro de 2014

TRANSGÊNICOS SOCIAIS

O ser humano possui uma história longa e cheia de muitos detalhes, fatos e registros. A evolução do homem como indivíduo e ser social é muito evidente, basta olhar para a sua história, todas as provas estão lá irrefutavelmente. O homem civilizado em sua forma mais primitiva era bem simples. Como saudoso de se lembrar e nostálgico por ter se perdido no tempo. Já a modernidade causou uma metamorfose completa no que é chamado de civilização, trazendo uma realidade atual e desfigurada aos nossos antecedentes, abrindo uma lacuna quase infindável entre o hoje e o ontem.
São variados os relatos diversos, da época em que não era preciso uma única linha ou papel para sacramentar um acordo. A palavra valia mais que ouro. Quantas famílias eram guiadas pelas ordens do patriarca, figuras muito respeitadas. Não se assinavam acordos, contratos ou recibos, o que era dito se cumpria com todo o rigor, se tornava lei. Assim se construía a honra dos “imperadores” verbais, sem meio termo, cada letra e vírgula se mantinha em seu lugar. Não havia o famoso “telefone sem fio”.
            Os tempos modernos em fim vieram e trouxeram consigo uma total alteração de cenário, uma cirurgia plástica no mundo real. A confiança alheia está desgastada, na verdade nem existe mais, para tudo tem testemunha e papel. Não se pode mais dormir tranquilo, hoje toda fala a brisa leva, nem é preciso esforço para se perder no tempo qualquer promessa. Os pais dos nossos pais nos contaram coisas que nem reconheceríamos se fosse feito hoje. Não se confia mais se quer nos irmãos.
            Tudo se tornou o avesso, ficou de tudo de pernas para o ar, quase impossível não se tirar esta conclusão. Talvez por isso que tanto dizer que é “é fim de mundo”, uma explicação razoável para essa bagunça. O homem escolheu uma forma rápida e mais cômoda para seu crescimento, deixou de ser algo natural, tudo está cada vez mais artificial, sintético. Já estamos sendo manipulados até em laboratório! Já se pode conceber numa placa de vidro ao invés da cama.

Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil

30 de setembro de 2014. 

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