Uma brisa que parece soprar suave
Como se fizesse uma carícia
Durante um abraço apertado
De um colo que põe a dormir
Na noite fria de outubro.
Não chega a confundir os sentidos
Mas como se ouvisse zumbidos
Ouve-se distante, baixinho
Um chamado constante, vindo de todas as direções
Não há um eco, nem se repete.
É nítida a voz do subconsciente
Respondendo ao sussurro envolvente
Cochichando ao ouvido já cativo
Pela doce voz que insiste em pedir
Tão doce e insistentemente
Que finalmente seja respondido
O pedido do amor a ser vivido.
Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil
5 de abril de 2022
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