Meus dizeres são
muito poucos
Ante tudo o que
desejo expressar
Esconde tudo o que
deveria revelar
Fala nada, mesmo que
haja palavras.
De sol a sol, ou
mesmo à lua
Luzes que clareiam o
meu pensar
A falta de sono que
vem a pesar
O meu consciente em
clara confusão.
Uma coisa tão
hilária, hilária, hilária
Eu sorrio só e
converso comigo mesmo
Como que entorpecido
fosse eu a estar
Coisas as quais
preciso me tratar.
Preciso esvaziar o
pensamento
Imagino tanto que
nem sentido há
Parece até faltar a
memória pra tanto
Visto que, logo
esqueço tudo.
Realmente agora sim,
ou será não?
Pois tanto sentido
quanto aqui há
Minha mente igual
está
Sem nada por ou se
quer tirar.
Marcone
da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil
17 de
julho de 2015.
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