sexta-feira, 17 de julho de 2015

CARTAS NÃO TERMINADAS

Meus dizeres são muito poucos
Ante tudo o que desejo expressar
Esconde tudo o que deveria revelar
Fala nada, mesmo que haja palavras.

De sol a sol, ou mesmo à lua
Luzes que clareiam o meu pensar
A falta de sono que vem a pesar
O meu consciente em clara confusão.

Uma coisa tão hilária, hilária, hilária
Eu sorrio só e converso comigo mesmo
Como que entorpecido fosse eu a estar
Coisas as quais preciso me tratar.

Preciso esvaziar o pensamento
Imagino tanto que nem sentido há
Parece até faltar a memória pra tanto
Visto que, logo esqueço tudo.

Realmente agora sim, ou será não?
Pois tanto sentido quanto aqui há
Minha mente igual está
Sem nada por ou se quer tirar.

Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil

17 de julho de 2015.

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