O simples gesto da observação
De algo simples contemplar
Uma tela ou escultura, uma criação
O tempo ao vento pairar
Sobre os olhos atentos
Ao fruto de um talento.
Voltar-se então ao que for belo
Estrelas aqui no chão
Tudo fica vivo
Tem próprio brilho
Rastro eterno, não meteórico.
Como é bom saber ver
De, a mesma forma dar valor
Ao que sabe mostra-se belo
Simples e puramente singelo
Tão singular quanto o verbo “ser”.
Ainda que muitos façam força
Tentando expor o que não se é
O perfeito aqui nesse mundo
É aquele que simplesmente “é”
Que não precisa mostrar, pois, nascera sendo.
Marcone da Silva
Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil
9 de janeiro de 2015.
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