Com tantos termos a serem usados para portadores de todos os tipos de condições ou necessidades, ou quantas vezes nós chamamos outras pessoas de deficientes e, mesmo que tentemos ser corretos nas palavras ainda assim não seremos totalmente elegantes, sempre haverá quem nos contradiga, ou seja, nós mesmos.
Até quando pensamos estar sendo justos há o preconceito. Então por que adiantar opiniões daquilo que não conhecemos? A melhor forma de elucidar a dúvida é estudando aquilo que não se conhece e depois falar daquilo que então já sabemos ter noção. É assim que pode ser construída, talvez, a versão mais certa sobre as pessoas e coisas, algo que podemos chamar de pós-conceito.
Quantas vezes ouvimos falar em portadores disso ou daquilo e alguns de nós falamos até como se fosse uma doença ou limitação, ou até mesmo uma limitação gravíssima. E em vários outros momentos vemos por meios de comunicação ou participamos da vitória de pessoas que julgamos serem especiais, dessa forma deixamos de lado a possibilidade de acreditar são apenas pessoas normais e tão únicas quanto qualquer um.
Basta olhar as pessoas em nossa volta para tomar por conclusão que aqueles que se julgam plenos em suas capacidades apenas estão enganados. Sempre se viu que as pessoas que dizemos ter certas necessidades não precisaram se adaptar a nada ou ninguém, ao contrário, o mundo “normal” quem teve de se ajustar, se preparar para as vidas novas, nós que nos vimos perfeitos quem tivemos de nos moldar. Já que desta forma são as coisas e várias vezes usamos o termo incorreto, quem sempre foi o deficiente nessa história?
Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil,
17 de agosto de 2013.
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