sábado, 31 de maio de 2014

PEREGRINOS INVISÍVEIS

Nossos irmãos esquecidos
Mulheres, crianças e homens banidos
Largados à mendicância
Maus tratos, direitos feridos
Peregrinos à deriva na vida.

Esquinas e marquises,
Lares das vítimas de uma sociedade em crise
O aconchego aos olhos pequenos, cansados e tristes
Daqueles que dormem aglomerados
Ombro a ombro apoiados
Fazendo do próximo um cobertor,
Tornando um sorriso o remédio da dor.

Nos olhares tristes, quase vencidos
A esperança como plano de fundo,
Um brilho fraco que teima não se apagar,
De que farão parte do mundo.

Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil,
05 de outubro de 2012.

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