Pedimos matas e rios
Depois de termos dado ao gado
Choramos o sertão e o cerrado
Mais como as lágrimas e o tempo
O que desperdiçamos não tem volta.
E um costume feio
De chorar o leite derramado,
Dar valor depois de ter perdido
Repete-se como uma coreografia.
Vê-se de tudo, menos a decência
De cumprir o que se fala
Fala-se tanto que nem há espaço para ouvir mais
A verdadeira voz se cala
E nossa “casa” sofre desarrumada.
E agora? Vamos perder mais o quê?
Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil
03 de maio de 2013.
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