Anunciando em minha caminhada mundo a fora
Que as coisas vão mudar
Fazendo-me lembrar de sonhos e planos
Daquilo que tenta me cativar
Ainda sim penso nos erros e enganos
Que costuraram as minhas pegadas na areia
Permitindo o vento levar.
Às vezes, por isso, sinto-me cansado
Ombros tensos e olhos pesados
Pedindo o descanso aos meus pensamentos
Os quais penso ainda não merecer
Visto a luta que ainda persiste à frente.
Quase que num segundo iludo a mim mesmo
Depois de tantas batalhas passadas
Chagas abertas de feridas curadas
Latentes em sua dor irreal
Uma ambiguidade tende a perseguir-me.
E mesmo perdido em tantos deslumbramentos
A liberdade que vem destas palavras me serve de apoio
Recurso bem vindo dos céus
Para mostrar o surrealismo
Que eu mesmo criei como desculpa para a minha fuga.
Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil,
26 de janeiro de 2013.
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