sábado, 31 de maio de 2014

INVISÍVEIS E MENDICANTES

Tamanhas foram as vezes que me perdi
Num tornado de pensamentos tão sem sentido
Coisas estranhas e sem forma vi e vivi
De um mundo aleatório e combalido
De forças, desejos e esperanças
Que agora são apenas lembranças
Do que se imaginou realizar.

Os rebentos, almas perdidas jogadas ao desprezo
Sofrendo pelo frio e fome a céu aberto
Vítimas de descasos e do desapego
Largadas à própria sorte de um futuro incerto
Na sarjeta criada pela podridão de uma nação corrompida
Forçando-os assim a uma prática eremita
Tornando-os invisíveis na multidão.

Parece ser mais fácil olhar e viras as costas
Simplesmente esquecer o que os olhos percebem
Caminhando em direções opostas
Mostrando como as pessoas se divergem
Para a criação de casos e descasos
Àqueles de pés descalços
Famintos mais que de alimento.
Marcone da Silva Pereira, Conceição do Jacuípe, Bahia, Brasil,
01 de outubro de 2013.

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